terça-feira, 16 de março de 2010

Após o texto "Solidão amiga" de Rubens Alves, onde, no comentário, coloco a necessidade de "volta e meia" se estar só, estou ali falando de um só consigo, um só gostoso, amigo, venho e coloco, ao publicar pela primeira vez um escrito meu, a solidão de outro prisma, falo não da solidão que faz companhia mas, desta vez, da solidão que doi na alma, que avalassa, desampara e corroi a paz. Esta, é a mais sentida no mundo de hoje, onde se "corre atras do vento" em busca do nada...

Solidão
Arrudiada de gente
Um ser só
Perdido na multidão
Para onde ir!
O que procurar!

Nos encontros e desencontros
Deste mundo arredio
Na obstinação do ter, do poder
A felicidade não tem lugar
São frações de segundos
Entre um e outro pensar
Valerá a pena?
Interrogações
Desesperanças
Retrato da humanidade
Presa na sua própria teia
No buscar longe de si
O que está tão perto
E de tão perto e óbvio
Invisível

Vera 87

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