"Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida lutando por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente. - Por que estou me sentindo tão inferior? - perguntou, assim que o monge acabou de rezar. - Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditando, senti que minha vida não tinha a menor importância.- Espere. Assim que eu tiver atendido todos que me procurarem hoje, eu lhe darei a resposta.Durante o dia inteiro o samurai ficou sentado no jardim do templo, olhando as pessoas entrarem e saírem em busca de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e o mesmo sorriso luminoso em seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar.
De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:
- Agora o senhor pode me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto.
A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.
- Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: arvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, você sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando à sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. "
sábado, 24 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"A grama não se esforça para crescer, apenas cresce.
O peixe não tenta nadar, apenas nada.
Os pássaros não tentam voar, apenas voam.
A terra não se esforça em girar em seu eixo, apenas gira.
É da natureza dos bebês o estado de graça.
É da natureza do sol brilhar, das estrelas piscar e reluzir.
Aceitação, responsabilidade e indefensabilidade."
Deepak Chopra
O peixe não tenta nadar, apenas nada.
Os pássaros não tentam voar, apenas voam.
A terra não se esforça em girar em seu eixo, apenas gira.
É da natureza dos bebês o estado de graça.
É da natureza do sol brilhar, das estrelas piscar e reluzir.
Aceitação, responsabilidade e indefensabilidade."
Deepak Chopra
domingo, 11 de abril de 2010
O Personagem
Ao estudar instintos, pulsões, sadismo, masoquismo... veio à mente uma situação que me chamou atenção e que me deixa indignada pelo que exprime. No caso, lembrei do sorriso de satisfação, jubilo com um toque de sadismo esboçado por José Mayer no personagem de Marcos na novela das 8.
Olhando de parte vê-se um homem “vivendo a vida” como se estivesse numa casa de doces sem saber qual o melhor, qual escolher, qual vai lhe dar maior prazer ...
Observando de parte o comportamento do personagem Marcos, vemos que ele é representante de um grande número de homens que vivem a “ciscar em vários terreiros” para sentir quantas estão a seu dispor. Parece mosca de padaria, bica uma aqui, outra ali e vão levando sem se preocupar com o rastro que deixam, o que importa é que conseguem o alimento para o ego, numa ostensiva demonstração de baixa auto-estima e de uma insegurança frente a seu eu e a sua sexualidade.
Esposa, amantes, novas esposas, novas amantes e galanteios por onde passa, nenhuma saia passa despercebida... belo exemplar de garanhão no cio! No eterno cio em busca de afirmação pessoal.
Gostar? Em termos de relação homem mulher ele demonstra não gostar de ninguém além dele mesmo, respeito então, passa longe. Aliás, refazendo a frase anterior, ele não gosta nem dele mesmo, quem gosta de si mesmo quer mais de uma relação que este estado egóico de se sentir o eterno cortejado.
A cena foi fruto da lembrança da investida de uma menina bem mais nova que ele, de uma posição social inferior, mas, muito bonita, um belo exemplar feminino que o levou ao estado de “como depois descarto” quem vai se importar. Sentimento animales aguçado, ninguém segura mais este instinto desperto onde o outro é só objeto, fonte de prazer descartável.
Às vezes o bolo é tão bom que vem com um bem querer camuflado, no caso da segunda esposa, uma modelo nova, linda, independente e que aceitou abdicar de tudo por ele. Ficou monótona a vida dela como ser dependente e a ausência dele que continuava a busca em outras paragens foi a gota d’água para que a relação entrasse em desarmonia; as diferenças começaram a aparecer, o subjugar já não se realiza como o esperado, a grama do vizinho começou a ficar mais verde, a relação deixou de ser interessante, rentável.
Com a falta de gostar verdadeiro veio a intolerância às diferenças, diferenças estas que por darem trabalho de administrar não são bem vindas em relações líquidas, modelo muito comum neste nosso tempo... relações que estão a serviço do ego e que dispensam o trabalho do conviver, do compartilhar. Em uma relação de verdade o ser vem inteiro, com o bom e com o não tão bom assim, e por ser um ser, quer ser aceito como é, respeitado e amado sem ou com um mínimo de mascaras possíveis; quer poder se abrir, se mostrar...
Não sendo ou não podendo ser assim, resta o que estamos vendo: personagens como o da novela, só que na vida real a representar até para si mesmo. Triste!
Verinha 04/2010
Olhando de parte vê-se um homem “vivendo a vida” como se estivesse numa casa de doces sem saber qual o melhor, qual escolher, qual vai lhe dar maior prazer ...
Observando de parte o comportamento do personagem Marcos, vemos que ele é representante de um grande número de homens que vivem a “ciscar em vários terreiros” para sentir quantas estão a seu dispor. Parece mosca de padaria, bica uma aqui, outra ali e vão levando sem se preocupar com o rastro que deixam, o que importa é que conseguem o alimento para o ego, numa ostensiva demonstração de baixa auto-estima e de uma insegurança frente a seu eu e a sua sexualidade.
Esposa, amantes, novas esposas, novas amantes e galanteios por onde passa, nenhuma saia passa despercebida... belo exemplar de garanhão no cio! No eterno cio em busca de afirmação pessoal.
Gostar? Em termos de relação homem mulher ele demonstra não gostar de ninguém além dele mesmo, respeito então, passa longe. Aliás, refazendo a frase anterior, ele não gosta nem dele mesmo, quem gosta de si mesmo quer mais de uma relação que este estado egóico de se sentir o eterno cortejado.
A cena foi fruto da lembrança da investida de uma menina bem mais nova que ele, de uma posição social inferior, mas, muito bonita, um belo exemplar feminino que o levou ao estado de “como depois descarto” quem vai se importar. Sentimento animales aguçado, ninguém segura mais este instinto desperto onde o outro é só objeto, fonte de prazer descartável.
Às vezes o bolo é tão bom que vem com um bem querer camuflado, no caso da segunda esposa, uma modelo nova, linda, independente e que aceitou abdicar de tudo por ele. Ficou monótona a vida dela como ser dependente e a ausência dele que continuava a busca em outras paragens foi a gota d’água para que a relação entrasse em desarmonia; as diferenças começaram a aparecer, o subjugar já não se realiza como o esperado, a grama do vizinho começou a ficar mais verde, a relação deixou de ser interessante, rentável.
Com a falta de gostar verdadeiro veio a intolerância às diferenças, diferenças estas que por darem trabalho de administrar não são bem vindas em relações líquidas, modelo muito comum neste nosso tempo... relações que estão a serviço do ego e que dispensam o trabalho do conviver, do compartilhar. Em uma relação de verdade o ser vem inteiro, com o bom e com o não tão bom assim, e por ser um ser, quer ser aceito como é, respeitado e amado sem ou com um mínimo de mascaras possíveis; quer poder se abrir, se mostrar...
Não sendo ou não podendo ser assim, resta o que estamos vendo: personagens como o da novela, só que na vida real a representar até para si mesmo. Triste!
Verinha 04/2010

"Escolha seus amigos e relacionamentos com "consciência" e não movido pela carência.
A carência é uma necessidade infantil e imatura de colocar qualquer pessoa lá, naquele buraco aberto no seu peito, na tentativa de tapar esse buraco mal assombrado que rouba o seu sono à noite!
Carência é desespero, e nenhuma escolha pode ser bem-sucedida se for tomada com base no desespero.
Se você estiver carente, antes de tomar qualquer atitude, cuide de si mesmo, aprenda a preencher o vazio no seu peito com uma luz cor-de-rosa que torna seu peito quentinho.
Não espere que alguém faça isso por você.
Faça disso seu primeiro ato de cura.
Encontre a si mesmo. Abraçe a si mesmo.
Aprenda a encontrar prazer na sua própria companhia, cuide-se, se preciso busque uma terapia, até que você se sinta em paz e inteiro.
Você precisará dessa paz para reconstruir a sua vida.
E então, em paz, "escolha" as pessoas de quem gostaria de se aproximar.
As pessoas certas surgirão, acredite.
Tenha olhos para reconhecê-las e atitude para permitir que se aproximem.
E ouça, se esse for seu objetivo, em breve você experimentará a alegria de desfrutar de uma nova vida, muito mais colorida e povoada do que você já tenha sido capaz de imaginar.
Sozinho, sim. Solitário jamais!"
Patricia Gebrim
sábado, 10 de abril de 2010
O dia tá preguiçoso... ficar em casa, arrumar os cantos.
Deito na rede e aprecio o dia que vai chegando ao fim, uma sensação brotando do coração, um desejo de escrever, então!
Noite chegando suave e graciosa
Um dia preguiçoso
Um dia para dormir, aconchegar...
Ler, deitar na rede e sonhar...
As folhas da mangueira a farfalhar
Sob o ir e vir do ar que se faz vento
O balanço da rede a embalar o pensar
A chuva molha o chão
o cheiro de terra invade o ar
O canto tá perfumado, no altar um insenso
O buquê do jasmineiro exala seu perfume
e os cheiros se misturam...
A vela tá acesa como pra iluminar o caminho...
A música dá o toque
A mente divaga em caminhos sonhados
Dia preguiçoso
Dia para dormir, aconchegar...
Chuva fina, vento a sacudir as folhas, a rede a embalar...
Dia para interiorizar, ficar em paz.
Verinha num sábado chuvoso
Deito na rede e aprecio o dia que vai chegando ao fim, uma sensação brotando do coração, um desejo de escrever, então!
Noite chegando suave e graciosa
Um dia preguiçoso
Um dia para dormir, aconchegar...

Ler, deitar na rede e sonhar...
As folhas da mangueira a farfalhar
Sob o ir e vir do ar que se faz vento
O balanço da rede a embalar o pensar
A chuva molha o chão
o cheiro de terra invade o ar
O canto tá perfumado, no altar um insenso
O buquê do jasmineiro exala seu perfume
e os cheiros se misturam...
A vela tá acesa como pra iluminar o caminho...
A música dá o toque
A mente divaga em caminhos sonhados
Dia preguiçoso
Dia para dormir, aconchegar...
Chuva fina, vento a sacudir as folhas, a rede a embalar...
Dia para interiorizar, ficar em paz.
Verinha num sábado chuvoso
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