Um turista foi à cidade do Cairo, no Egito com o objetivo de visitar um famoso sábio.
A turista ficou surpresa ao ver que o sábio morava em um quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobilia eram: uma cama, uma mesa e um banco.
-Onde estão os móveis? - Perguntou a turista.
E o sábio, bem depresa, perguntou também:
-E onde estão os seus?
Os meus? Surpreendeu-se a turista.
Mas eu estou aqui só de passagem!
Eu também! Respondeu o sábio.
A vida na terra é somente uma passagem, no entanto, algumas pessoas vivem como se fossem
ficar aqui eternamente e esquecem de ser feliz.
Autor desconhecido
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
A voz do gênio
"Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos;somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos e os impulsos a que cedemos, "sem querer" ".
Sigmund Freud
Sigmund Freud
sábado, 24 de abril de 2010
Histórias Zen
"Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre rezava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida lutando por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que tinha à sua frente. - Por que estou me sentindo tão inferior? - perguntou, assim que o monge acabou de rezar. - Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditando, senti que minha vida não tinha a menor importância.- Espere. Assim que eu tiver atendido todos que me procurarem hoje, eu lhe darei a resposta.Durante o dia inteiro o samurai ficou sentado no jardim do templo, olhando as pessoas entrarem e saírem em busca de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e o mesmo sorriso luminoso em seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar.
De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:
- Agora o senhor pode me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto.
A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.
- Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: arvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, você sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando à sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. "
De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:
- Agora o senhor pode me ensinar?
O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto.
A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.
- Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: arvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?
- Claro que não - respondeu o samurai. - Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.
- Então, você sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando à sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências. "
quarta-feira, 14 de abril de 2010
"A grama não se esforça para crescer, apenas cresce.
O peixe não tenta nadar, apenas nada.
Os pássaros não tentam voar, apenas voam.
A terra não se esforça em girar em seu eixo, apenas gira.
É da natureza dos bebês o estado de graça.
É da natureza do sol brilhar, das estrelas piscar e reluzir.
Aceitação, responsabilidade e indefensabilidade."
Deepak Chopra
O peixe não tenta nadar, apenas nada.
Os pássaros não tentam voar, apenas voam.
A terra não se esforça em girar em seu eixo, apenas gira.
É da natureza dos bebês o estado de graça.
É da natureza do sol brilhar, das estrelas piscar e reluzir.
Aceitação, responsabilidade e indefensabilidade."
Deepak Chopra
domingo, 11 de abril de 2010
O Personagem
Ao estudar instintos, pulsões, sadismo, masoquismo... veio à mente uma situação que me chamou atenção e que me deixa indignada pelo que exprime. No caso, lembrei do sorriso de satisfação, jubilo com um toque de sadismo esboçado por José Mayer no personagem de Marcos na novela das 8.
Olhando de parte vê-se um homem “vivendo a vida” como se estivesse numa casa de doces sem saber qual o melhor, qual escolher, qual vai lhe dar maior prazer ...
Observando de parte o comportamento do personagem Marcos, vemos que ele é representante de um grande número de homens que vivem a “ciscar em vários terreiros” para sentir quantas estão a seu dispor. Parece mosca de padaria, bica uma aqui, outra ali e vão levando sem se preocupar com o rastro que deixam, o que importa é que conseguem o alimento para o ego, numa ostensiva demonstração de baixa auto-estima e de uma insegurança frente a seu eu e a sua sexualidade.
Esposa, amantes, novas esposas, novas amantes e galanteios por onde passa, nenhuma saia passa despercebida... belo exemplar de garanhão no cio! No eterno cio em busca de afirmação pessoal.
Gostar? Em termos de relação homem mulher ele demonstra não gostar de ninguém além dele mesmo, respeito então, passa longe. Aliás, refazendo a frase anterior, ele não gosta nem dele mesmo, quem gosta de si mesmo quer mais de uma relação que este estado egóico de se sentir o eterno cortejado.
A cena foi fruto da lembrança da investida de uma menina bem mais nova que ele, de uma posição social inferior, mas, muito bonita, um belo exemplar feminino que o levou ao estado de “como depois descarto” quem vai se importar. Sentimento animales aguçado, ninguém segura mais este instinto desperto onde o outro é só objeto, fonte de prazer descartável.
Às vezes o bolo é tão bom que vem com um bem querer camuflado, no caso da segunda esposa, uma modelo nova, linda, independente e que aceitou abdicar de tudo por ele. Ficou monótona a vida dela como ser dependente e a ausência dele que continuava a busca em outras paragens foi a gota d’água para que a relação entrasse em desarmonia; as diferenças começaram a aparecer, o subjugar já não se realiza como o esperado, a grama do vizinho começou a ficar mais verde, a relação deixou de ser interessante, rentável.
Com a falta de gostar verdadeiro veio a intolerância às diferenças, diferenças estas que por darem trabalho de administrar não são bem vindas em relações líquidas, modelo muito comum neste nosso tempo... relações que estão a serviço do ego e que dispensam o trabalho do conviver, do compartilhar. Em uma relação de verdade o ser vem inteiro, com o bom e com o não tão bom assim, e por ser um ser, quer ser aceito como é, respeitado e amado sem ou com um mínimo de mascaras possíveis; quer poder se abrir, se mostrar...
Não sendo ou não podendo ser assim, resta o que estamos vendo: personagens como o da novela, só que na vida real a representar até para si mesmo. Triste!
Verinha 04/2010
Olhando de parte vê-se um homem “vivendo a vida” como se estivesse numa casa de doces sem saber qual o melhor, qual escolher, qual vai lhe dar maior prazer ...
Observando de parte o comportamento do personagem Marcos, vemos que ele é representante de um grande número de homens que vivem a “ciscar em vários terreiros” para sentir quantas estão a seu dispor. Parece mosca de padaria, bica uma aqui, outra ali e vão levando sem se preocupar com o rastro que deixam, o que importa é que conseguem o alimento para o ego, numa ostensiva demonstração de baixa auto-estima e de uma insegurança frente a seu eu e a sua sexualidade.
Esposa, amantes, novas esposas, novas amantes e galanteios por onde passa, nenhuma saia passa despercebida... belo exemplar de garanhão no cio! No eterno cio em busca de afirmação pessoal.
Gostar? Em termos de relação homem mulher ele demonstra não gostar de ninguém além dele mesmo, respeito então, passa longe. Aliás, refazendo a frase anterior, ele não gosta nem dele mesmo, quem gosta de si mesmo quer mais de uma relação que este estado egóico de se sentir o eterno cortejado.
A cena foi fruto da lembrança da investida de uma menina bem mais nova que ele, de uma posição social inferior, mas, muito bonita, um belo exemplar feminino que o levou ao estado de “como depois descarto” quem vai se importar. Sentimento animales aguçado, ninguém segura mais este instinto desperto onde o outro é só objeto, fonte de prazer descartável.
Às vezes o bolo é tão bom que vem com um bem querer camuflado, no caso da segunda esposa, uma modelo nova, linda, independente e que aceitou abdicar de tudo por ele. Ficou monótona a vida dela como ser dependente e a ausência dele que continuava a busca em outras paragens foi a gota d’água para que a relação entrasse em desarmonia; as diferenças começaram a aparecer, o subjugar já não se realiza como o esperado, a grama do vizinho começou a ficar mais verde, a relação deixou de ser interessante, rentável.
Com a falta de gostar verdadeiro veio a intolerância às diferenças, diferenças estas que por darem trabalho de administrar não são bem vindas em relações líquidas, modelo muito comum neste nosso tempo... relações que estão a serviço do ego e que dispensam o trabalho do conviver, do compartilhar. Em uma relação de verdade o ser vem inteiro, com o bom e com o não tão bom assim, e por ser um ser, quer ser aceito como é, respeitado e amado sem ou com um mínimo de mascaras possíveis; quer poder se abrir, se mostrar...
Não sendo ou não podendo ser assim, resta o que estamos vendo: personagens como o da novela, só que na vida real a representar até para si mesmo. Triste!
Verinha 04/2010

"Escolha seus amigos e relacionamentos com "consciência" e não movido pela carência.
A carência é uma necessidade infantil e imatura de colocar qualquer pessoa lá, naquele buraco aberto no seu peito, na tentativa de tapar esse buraco mal assombrado que rouba o seu sono à noite!
Carência é desespero, e nenhuma escolha pode ser bem-sucedida se for tomada com base no desespero.
Se você estiver carente, antes de tomar qualquer atitude, cuide de si mesmo, aprenda a preencher o vazio no seu peito com uma luz cor-de-rosa que torna seu peito quentinho.
Não espere que alguém faça isso por você.
Faça disso seu primeiro ato de cura.
Encontre a si mesmo. Abraçe a si mesmo.
Aprenda a encontrar prazer na sua própria companhia, cuide-se, se preciso busque uma terapia, até que você se sinta em paz e inteiro.
Você precisará dessa paz para reconstruir a sua vida.
E então, em paz, "escolha" as pessoas de quem gostaria de se aproximar.
As pessoas certas surgirão, acredite.
Tenha olhos para reconhecê-las e atitude para permitir que se aproximem.
E ouça, se esse for seu objetivo, em breve você experimentará a alegria de desfrutar de uma nova vida, muito mais colorida e povoada do que você já tenha sido capaz de imaginar.
Sozinho, sim. Solitário jamais!"
Patricia Gebrim
sábado, 10 de abril de 2010
O dia tá preguiçoso... ficar em casa, arrumar os cantos.
Deito na rede e aprecio o dia que vai chegando ao fim, uma sensação brotando do coração, um desejo de escrever, então!
Noite chegando suave e graciosa
Um dia preguiçoso
Um dia para dormir, aconchegar...
Ler, deitar na rede e sonhar...
As folhas da mangueira a farfalhar
Sob o ir e vir do ar que se faz vento
O balanço da rede a embalar o pensar
A chuva molha o chão
o cheiro de terra invade o ar
O canto tá perfumado, no altar um insenso
O buquê do jasmineiro exala seu perfume
e os cheiros se misturam...
A vela tá acesa como pra iluminar o caminho...
A música dá o toque
A mente divaga em caminhos sonhados
Dia preguiçoso
Dia para dormir, aconchegar...
Chuva fina, vento a sacudir as folhas, a rede a embalar...
Dia para interiorizar, ficar em paz.
Verinha num sábado chuvoso
Deito na rede e aprecio o dia que vai chegando ao fim, uma sensação brotando do coração, um desejo de escrever, então!
Noite chegando suave e graciosa
Um dia preguiçoso
Um dia para dormir, aconchegar...

Ler, deitar na rede e sonhar...
As folhas da mangueira a farfalhar
Sob o ir e vir do ar que se faz vento
O balanço da rede a embalar o pensar
A chuva molha o chão
o cheiro de terra invade o ar
O canto tá perfumado, no altar um insenso
O buquê do jasmineiro exala seu perfume
e os cheiros se misturam...
A vela tá acesa como pra iluminar o caminho...
A música dá o toque
A mente divaga em caminhos sonhados
Dia preguiçoso
Dia para dormir, aconchegar...
Chuva fina, vento a sacudir as folhas, a rede a embalar...
Dia para interiorizar, ficar em paz.
Verinha num sábado chuvoso
terça-feira, 30 de março de 2010
Meu, nosso, hoje!
Hoje- Único dia que realmente tenho, o que fazer com ele!!!Vivê-lo intensamente...sou responsávél por esta benção.
Refletindo sobre o hoje com Charles Chaplin.
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças evitando desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidadede fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende de mim."
Charles Chaplin
Refletindo sobre o hoje com Charles Chaplin.
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças evitando desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidadede fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende de mim."
Charles Chaplin
domingo, 28 de março de 2010
Amor e Amizade
Bom poder ter os dois em um só coração. Sonho!!!
Preciso acreditar e buscar. Mereço isso!!!
Verinha
"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração. "
William Shakespeare
Preciso acreditar e buscar. Mereço isso!!!
Verinha
"Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração. "
William Shakespeare
Momento com William Shakespeare
Aquilo que pedimos aos céus na maioria das vezes se encontra em nossas mãos.
William Shakespeare
``Se você se sente só,
é porque ergueu muros
em vez de pontes´´
William Shakespeare
Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.
William Shakespeare
Eu aprendi que nao importa quanta seriedade a vida exija de voce, cada um de nos precisa de um amigo brincalhao para se divertir junto.
William Shakespeare
Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.
William Shakespeare
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
William Shakespeare
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
William Shakespeare
William Shakespeare
``Se você se sente só,
é porque ergueu muros
em vez de pontes´´
William Shakespeare
Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos.
William Shakespeare
Eu aprendi que nao importa quanta seriedade a vida exija de voce, cada um de nos precisa de um amigo brincalhao para se divertir junto.
William Shakespeare
Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.
William Shakespeare
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
William Shakespeare
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
William Shakespeare
sexta-feira, 26 de março de 2010

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia,
Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela
Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar
Cora Coralina
Cora Coralina
quarta-feira, 24 de março de 2010
Verinha diz: Gostei disso Ge!!!!
"Se organizamos nossa vida em torno dos valores supremos como
tolerância, justiça, igualdade, verdade (nossa e a dos outros), amor,
liberdade e paz, a felicidade virá até nós. Essa é a afinação do Universo. "
Ge Vargas
terça-feira, 23 de março de 2010
Processos de Morrer e a Morte
"...é quando a lagarta já aprendeu
tudo sobre a vida das lagartas, aí ela se fecha
numa casinha apertada chamada casulo,
nascem asinhas nas suas costas e ela
vira uma borboleta bem bonita e sai voando
por aí, aprendendo um monte de coisas diferentes."
tudo sobre a vida das lagartas, aí ela se fecha
numa casinha apertada chamada casulo,
nascem asinhas nas suas costas e ela
vira uma borboleta bem bonita e sai voando
por aí, aprendendo um monte de coisas diferentes."
Patricia Gebrim
"Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco
que eu vou dizer:- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas,
por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
por que sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei a mesma pra sempre."
Clarice Lispector
das bebidas mais amargas,
das drogas mais poderosas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco
que eu vou dizer:- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas,
por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
por que sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma,
mas com certeza não serei a mesma pra sempre."
Clarice Lispector
domingo, 21 de março de 2010
Cantos


Cantos e recantos de uma casa que é só encanto. Um santuário, um jardim... Um canto para ser e estar, um canto para compartilhar com os meus, com os amigos, com um amor!
Um canto para chamar de meu.
Cheiro bom de incenso, música suave, rede, livros, canto dos pássaros, sol, lua, paz...cerveja, vinho, petiscos, bolos, comidinhas ...
Um lar
terça-feira, 16 de março de 2010
Após o texto "Solidão amiga" de Rubens Alves, onde, no comentário, coloco a necessidade de "volta e meia" se estar só, estou ali falando de um só consigo, um só gostoso, amigo, venho e coloco, ao publicar pela primeira vez um escrito meu, a solidão de outro prisma, falo não da solidão que faz companhia mas, desta vez, da solidão que doi na alma, que avalassa, desampara e corroi a paz. Esta, é a mais sentida no mundo de hoje, onde se "corre atras do vento" em busca do nada...
Solidão
Arrudiada de gente
Um ser só
Perdido na multidão
Para onde ir!
O que procurar!
Nos encontros e desencontros
Deste mundo arredio
Na obstinação do ter, do poder
A felicidade não tem lugar
São frações de segundos
Entre um e outro pensar
Valerá a pena?
Interrogações
Desesperanças
Retrato da humanidade
Presa na sua própria teia
No buscar longe de si
O que está tão perto
E de tão perto e óbvio
Invisível
Vera 87
Solidão
Arrudiada de gente
Um ser só
Perdido na multidão
Para onde ir!
O que procurar!
Nos encontros e desencontros
Deste mundo arredio
Na obstinação do ter, do poder
A felicidade não tem lugar
São frações de segundos
Entre um e outro pensar
Valerá a pena?
Interrogações
Desesperanças
Retrato da humanidade
Presa na sua própria teia
No buscar longe de si
O que está tão perto
E de tão perto e óbvio
Invisível
Vera 87
Solidão amiga
Vamos começar com este belo artigo de Rubens Alves.
O saber conviver consigo é, penso eu, fundamental para saber conviver com o outro.
Afinal, se eu não me "amo" e não me "aturo" de quem mais posso esperar isto?
Vamos brindar o "volta e meia" ter o prazer de estar só!!!!
A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“ Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:“Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência, essa ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.!“Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno é o outro.“ Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:“Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.Ali as palavras e os tempospoemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.“E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, “certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa – garrafa, prato, facão – era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia.“Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita.“ É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:“...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília...“Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.
RUBEM ALVES(Correio Popular, 30/06/2002)
O saber conviver consigo é, penso eu, fundamental para saber conviver com o outro.
Afinal, se eu não me "amo" e não me "aturo" de quem mais posso esperar isto?
Vamos brindar o "volta e meia" ter o prazer de estar só!!!!
A solidão amiga
A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis“. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?“ Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.“ Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim:“Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência, essa ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim.!“Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno é o outro.“ Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:“Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.Ali as palavras e os tempospoemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar.“E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, “certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa – garrafa, prato, facão – era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia.“Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita.“ É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:“...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília...“Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.
RUBEM ALVES(Correio Popular, 30/06/2002)
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